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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sobre os acontecimentos últimos

Excelente.
"Os “rolezinhos” e “shoppings lotadões” — que é como eles chamam os eventos nos estacionamentos e áreas comuns — são uma forma de ação afirmativa. É ocupação político-cultural, embora fora das caixinhas da esquerdologia dominante, que não os reconhece como movimento. Mas, proibidos de fazer bailes na rua, e cada vez mais discriminados em sua cultura de resistência, resolveram levar a festa para os lugares onde a própria publicidade os convida: aos shoppings. Os jovens negros e pobres das periferias e favelas das grandes cidades estão, realmente, se organizando. É isto o que assusta. Se eles entrassem individualmente, se se portassem como consumidores bem-comportados, bem-adaptados, estaria tudo bem. O problema é que se organizam, que não querem deixar de ser eles mesmos, de existirem livres em sua riqueza, mesmo quando conquistam a admissão no clube da dita “Classe C” ou “nova classe média”.
Leia o restante AQUI

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Simpósio Internacional em Tecnopolítica

Novas tecnologia transformam a maneira com que nos relacionamos com o mundo numa escala de tempo muito curta. Hoje, os fluxos informacionais passaram a ter papel fundamental no cotidiano das pessoas e as organizações sociais e políticas incorporaram a tecnologia como meio de articulação.
Nesse cenário, duas concepções se impoem como dominantes. Em uma delas, as transformações tecnológicas são vistas com otimismo exacerbado, tornando a inovação em um fim em si mesmo. Na outra, a tecnologia é vista apenas como instrumento, que pode ser utilizada para mobilização social. Nessa perspectiva, pode ser manipulada por grupos políticos de qualquer espectro sem que sejam discutidas as consequências da adoção e do uso dessas tecnologias.
Ambas as visões veem as plataformas digitais de forma neutra. Esta é uma visão que mascara as relações sociais e políticas que estão por trás da utilização da tecnologia e, da mesma maneira, mascara as implicações da construção e produção das (novas) tecnologias, retirando seus significados sociais e suas proposições políticas.
Propomos a construção de um debate dentro de outra perspectiva, na qual será necessário nos debruçarmos simultaneamente sobre o conjunto de políticas feitas através do uso das (novas) tecnologias e sobre o conjunto de tecnologias propostas que, mesmo de maneira dissimulada, contém em si usos políticos. A tecnologia e a política devem ser discutidas sob seus múltiplos aspectos e contradições.
A política está no protocolo, na linguagem das máquinas, nos fluxos e interrupções tanto governamentais quanto corporativas, assim como na mobilização social e na repressão.
Por consideramos urgente esta discussão entre tecnologia, política e a sinergia entre quem codifica, quem estuda e quem atua nestas esferas, o Grupo Saravá organiza o Simpósio Internacional em Tecnopolítica no dia 14/06/2012 em São Paulo, convidando ao debate programadores/as, cientistas sociais e ativistas do Brasil e do mundo.
Além de explorar as problemáticas da liberdade de expressão, poder, privacidade, segurança e anonimato nas mídia digitais, a conferência também traz para o debate pesquisadores/as cuja atuação e produção indicam novos caminhos da prática política, da organização e da comunicação.
Site do Simpósio: https://sit.sarava.org/

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Expedição ao território Kaiowá-Guarani “Cacique Marcos Verón” – Tekoha Nhe’e Ayvu Arandu.

O crescimento econômico na época do mercantilismo estava diretamente ligada à composição de mão-de-obra e capital fixo num determinado "recipiente geográfico", ou território circunscrito pelas fronteiras políticas de um país. Como tal, quanto mais o capital nacional preenchesse o espaço territorial do país com diversificações do capital em vários ramos produtivos específicos unidos pelo mercado, mais opulenta era a nação, menor era a taxa de lucro.
Os país mais opulento era a China: incomparavelmente mais populosa e diversificada no mercado interno, sua contribuição ao PIB mundial ultrapassava e muito todos os países da Europa juntos. O exemplo contrário: as colônias dos Estados Unidos: com muito território e pouca população (branca!!!) contribuíam muito pouco para o PIB nacional, em compensasão a taxa de lucro de cada proprietário de terras era imensa. Os salários para os que cultivassem essas terras eram também muito altos e como resultado, dentro de poucos anos, os trabalhadores largavam sua vida assalariada e iam, eles próprios, em busca de suas próprias terras para explorar a mão de obra de outrem. As colônias ibéricas souberam logo como evitar isto: escravizar de uma vez a mão de obra indígena e posteriormente descobrir o filão de mercado do tráfico negreiro. Aí, o suor indígena tornou-se realmente dispensável e um holocausto étnico tingiu de vermelho o chão desta colônia açucareira.
O massacre indígena é o inconscinte que funda a nossa soberania: recalcado sob as plantations de cana, retorna de forma pulsional a todo momento. É por isso que o Tribunal Popular juntamente com dezenas de outras organizações populares vem convidar a todos para contribuir com a expedição de duas semanas ao território Guarani-Kaiouwá no Mato Grosso do Sul onde nos últimos 8 anos, 250 lideranças populares indígenas foram assassinadas por latifundiários locais em busca de expandir seu agro-negócio por cima dos corpos calejados destes guerreiros milenares.
A expedição pretende mandar 15 profissionais e militantes da luta pela causa indígena para documentar sob a forma escrita e audio-visual a vida e as demandas desta população. Entre elas: – Cobrar para que coloquem o ‘Marco’ nas Terras Indígenas que já têm portaria demarcatória e exigir uma resposta de por que não se fez isso até agora.– Cobrar justiça para os assassinatos dos caciques e líderes indígenas que não prescreveram (250 assassinatos em 8 anos.)– Denunciar as perseguições e as mortes dos professores indígenas(13 mortos em 3 anos), que tem importante papel nessa luta já que são eles que escrevem e relatam a fala dos mais velhos para os trabalhos de identificação das terras tradicionais, entre outras coisas. O total de recursos da expedição é de R$ 36.000,00, conseguimos 16 mil, precisamos de 20 mil reais, até o dia 09 de Janeiro para a realização da expedição. É só entrar no site abaixo, clicar na barrinha verde e doar de R$ 20,00 a R$ 1.000,00 e estará ajudando a realizar essa expedição-denúncia.

http://catarse.me/pt/projects/492-expedicao-ao-territorio-kaiowa-guarani-cacique-marcos-veron-tekoha-nhe-e-ayvu-arandu
--
Abraço fraterno,

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

II Feira anarquista de São Paulo

Programação completa abaixo
MAis informações sobre as atividades:
http://feiranarquistasp.wordpress.com/programacao/

Em 2006 foi realizada a 1ª Feira Anarquista de São Paulo, que contou com diversas atividades, dentre elas mostra de filmes, debates, exposição de materiais, shows e leitura de poesias. Ao longo de um dia cerca de 1000 pessoas circularam pelo evento.
Cinco anos depois, a Biblioteca Terra Livre e o Coletivo Ativismo ABC organizam a 2ª Feira Anarquista de São Paulo, inspirada nas feiras que vem ocorrendo em várias cidades do mundo e na tradição dos festivais operários de propaganda e difusão do anarquismo no Brasil.
Acontecerá, como no evento anterior, uma mostra editorial e venda de livros, jornais, revistas, fanzines e outros materiais libertários. A Feira de São Paulo pretende reunir as editoras libertárias do país e do exterior.
Paralelamente à mostra editorial haverá palestras e debates, assim como diversas atividades culturais, como exibição de filmes e vídeos, exposições, poesias, apresentações teatrais e musicais.

Todos estão convidados!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

El día de la Conciencia Negra en México


Capoeira Angola, Terreiro Mandiga de Angola (TMA), invita


A la jornada por el Día de la Conciencia Negra, celebrado cada año en Brasil el 20 de noviembre, lo que en efecto coincide con un aniversario más de la Revolución Mexicana, hace 101 años... ¿Pero porqué recordar este día?

En el programa: clases abiertas de capoeira angola con el profesor Jagad y danzas afro-brasileiras con profesora Adriana a lo largo de la semana

la exposición fotográfica "Imágenes del Paraíso" de Antonio Castro; la exhibición del documental "De Florida a Coahuila", del director Rafael Rebollar; un panel con letrados participantes para conocer de la expansión de la capoeira en lo ancho del mundo, del movimiento afromexicano en la Costa Chica en Guerrero y Oaxaca y de los orígenes del Día de la Conciencia Negra en Brasil; y para finalizar, la roda de capoeira, como todos los viernes.

Viernes 18 de noviembre de 2011,
Centro Cultural La Pirámide Calle 24 s/n esq. cda. La Pirámide, col. San Pedro de los Pinos, en el cruce de Eje 5 y Periférico (zona poniente-DF),
a unas cuadras de Av Revolución y Metro San Antonio (Línea 7-naranja)
A partir de las 16.30 hrs

Contamos con su presencia y energía en la distancia.
Si saben de alguien que le interese, por favor circulen la información.

Paz, justicia, dignidad y alegría,
Un gran abrazo,


Más información:

http://capoeiratma.blogspot.com

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Muito além da polêmica sobre a presença ou não da PM no campus da USP

Por Raquel Rolnik, no Blog da Raquel Rolnik

Ontem participei, a convite do Grêmio da FAU, de um debate sobre a questão da segurança na USP e a crise que se instalou desde a semana passada, quando policiais abordaram estudantes da FFLCH, cujos colegas reagiram. Além de mim, estavam na mesa o professor Alexandre Delijaicov, também da FAU, e um estudante, representando o movimento de ocupação da Reitoria.

Para além da polêmica em torno da ocupação da Reitoria, me parece que estão em jogo nessa questão três aspectos que têm sido muito pouco abordados. O primeiro refere-se à estrutura de gestão dos processos decisórios dentro da USP: quem e em que circunstâncias decide os rumos da universidade? Não apenas com relação à presença da Polícia Militar ou não, mas com relação à existência de uma estação de metrô dentro do campus ou não, ou da própria política de ensino e pesquisa da universidade e sua relação com a sociedade. A gestão da USP e de seus processos decisórios é absolutamente estruturada em torno da hierarquia da carreira acadêmica.

Há muito tempo está claro que esse modelo não tem capacidade de expressar e representar os distintos segmentos que compõem a universidade, nem de lidar com os conflitos, movimentos e experiências sociopolíticas que dela emergem. O fato é que a direção da USP não se contaminou positivamente pelas experiências de gestão democrática, compartilhada e participativa vividas em vários âmbitos e níveis da gestão pública no Brasil. Enfim, a Universidade de São Paulo não se democratizou.

Um segundo aspecto diz respeito ao tema da segurança no campus em si. É uma enorme falácia, dentro ou fora da universidade, dizer que presença de polícia é sinônimo de segurança e vice-versa. O modelo urbanístico do campus, segregado, unifuncional, com densidade de ocupação baixíssima e com mobilidade baseada no automóvel é o mais inseguro dos modelos urbanísticos, porque tem enormes espaços vazios, sem circulação de pessoas, mal iluminados e abandonados durante várias horas do dia e da noite. Esse modelo, como o de muitos outros campi do Brasil, foi desenhado na época da ditadura militar e até hoje não foi devidamente debatido e superado. É evidente, portanto, que a questão da segurança tem muito a ver com a equação urbanística.

Finalmente, há o debate sobre a presença ou não da PM no campus. Algumas perguntas precisam ser feitas: o campus faz parte ou não da cidade? queremos ou não que o campus faça parte da cidade? Em parte, a resposta dada hoje pela gestão da USP é que a universidade não faz parte da cidade: aqui há poucos serviços para a população, poucas moradias, não pode haver estação de metrô, exige-se carteirinha para entrar à noite e durante o fim de semana. Tudo isso combina com a lógica de que a polícia não deve entrar aqui. Mas a questão é maior: se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade? Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?

Essas questões mostram que o que está em jogo é muito mais complexo do que a polêmica sobre a presença ou não da PM no campus.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Do que vão nos perdoar?

Exército Zapatista de Liberação Nacional

“[…] Do que temos de pedir perdão? Do que vão nos perdoar? De não morrer de fome? De não calar diante da nossa miséria? De não ter aceitado humildemente a gigantesca carga histórica de desprezo e abandono? De levantarmos em armas quando encontramos fechados os outros caminhos? […] De ter demonstrado ao resto do país e ao mundo inteiro que a dignidade humana ainda vive e está em seus habitantes mais pobres? De termos consciência da necessidade de uma boa preparação antes de iniciar a luta? De ter ido ao combate armados de fuzis no lugar de arcos e flechas? De ter aprendido a lutar antes de insurgirmo-nos? […] De lutar por liberdade, democracia e justiça? De não seguir os modelos das guerrilhas anteriores? De não nos render? De não nos vender? De não nos trair? Quem tem de pedir perdão e quem pode outorgá-lo? Os que, por longos anos, saciavam sua fome sentados a uma mesa farta enquanto nós sentávamos ao lado da morte, tão quotidiana e tão nossa que aprendemos a não ter medo dela? […] Os nossos mortos, que são a maioria, que morreram, democraticamente, entre os sofrimentos, já que ninguém nunca fez nada, porque todos os mortos, nossos mortos, partiam, de repente, sem que ninguém se desse conta, sem que ninguém dissesse, finalmente, o “basta!”, que devolvesse o sentido a essas mortes, sem que ninguém pedisse aos mortos de sempre, aos nossos mortos, que regressassem para morrer outra vez, mas agora para viver? […] Quem deve pedir perdão e quem pode outorgá-lo?”

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

El dia del maíz.

Dia 29 de setembro foi dia do maíz. O milho é cultivado no México a pelo menos 9000 anos. Originário da Mesoamerica hoje é o cereal mais cultivado no mundo, superando o arroz e o trigo, existindo uma enorme variedade quanto a cor, composição, textura, formas de cultivo, etc. O México vem nos últimos anos vivendo enormes desafios quanto ao cultivo, distribuição e consumo de milho. São mais de 60 tipos atualmente ameaçados. Esse que é o principal alimento do país, já não produz quantidade suficiente para seu próprio povo: falta de políticas agrárias adequadas, apoio insuficiente para o pequeno produtor, favorecimentos as multinacionais, sementes transgênicas, economia predatória, entre outros fatores, vão transformando o México refém do milho estrangeiro e dos interesses internacionais.
Os povos pré-hispanicos por séculos aprenderam inúmeras composições do milho para adequá-lo as diferentes regiões. Do milho nada se desperdiça: é comida, é utensílio, é arte, é adubo. Muitas formas o maíz é cultivado e cultuado, mas nos últimos anos o dia 29 de setembro ganha força enquanto celebração nacional. Teve inicio no ano de 2007. Encabeçada pela campanha Sin Maíz No Hay Pais o principal objetivo é debater a importância do milho para a cultura mexicana e a necessidade de um país sem alimentos transgênicos respeitando sua soberania alimentar.
Estive no município de Mazatlán Villa de Flores, na Mazateca Alta, Oaxaca, durante toda a semana do dia 29. A convocatória foi feita pela rádio comunitária Nandhia, mas organizado totalmente com a participação popular. Uma dia de música, teatro, informação, protesto, debates e claro, muito maíz! Abaixo imagens da preparação e do festival.
Todos participam.
Trabalho comunitário
Afinal, ninguém é de ferro...
El Maíz
A (contra) informação
O baile
O sagrado
A clássica geração
A nova geraçãoA poesia e a pipoca
Atuação, arte e resistência

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dia Mundial Sem Carro 2011



Na próxima quinta-feira, 22 de setembro, diversos países comemoram o Dia Mundial Sem Carro, e cada cidade organiza atividades para que as pessoas reflitam sobre a questão de mobilidade. Em São Paulo, é uma oportunidade para moradores, visitantes e turistas que vêm a São Paulo utilizem meios de transporte diferentes disponíveis para conhecer a cidade.

Afinal, o próprio conceito de turismo pressupõe o deslocamento de uma pessoa de um ponto a outro. E nada melhor do que visitar e conhecer de perto os pontos turísticos de uma cidade e não através do vidro de um veículo.

Roteiros a pé
Uma das formas para aproveitar a cidade e ter contato mais próximo com as pessoas são os roteiros feitos a pé, já que há muitas regiões que favorecem essa modalidade. A área do centro histórico de São Paulo, por exemplo, permite que muitas atrações sejam visitadas com simples caminhadas pelo fato de serem próximas: Catedral da Sé, Centro Cultural da Caixa, Pátio do Colégio e Mosteiro São Bento são apenas alguns dos lugares possíveis de se conhecer.

A rua Augusta concentra vários bares, baladas e casas noturnas que podem ser frequentados em sequência sem necessidade de veículos motorizados. Já para quem curte cultura pode andar pela Avenida Paulista com diversos pontos de interesse, ou então apreciar a cultura oriental no bairro da Liberdade. Confira estes e outros roteiros a pé neste link.


São Paulo sobre duas rodas
Se você gosta de explorar a cidade sob um outro olhar, a bicicleta dá a liberdade necessária para ter novos ângulos, e ainda permite percorrer trechos mais longos do que uma caminhada.

Aos domingos, por exemplo, uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo estimula as pessoas a andar de bicicleta na ciclofaixa, que liga quatro parques da cidade em vias exclusivas para as magrelas. No meio do percurso, é possível parar em lojas, praças e outros lugares que só a mobilidade da bike oferece. E até mesmo mudar de caminho e criar sua própria rota.

Durante a Semana da Mobilidade, diversas atividades já estão agendadas. Veja mais alguns destaques da programação e programe-se para participar:

Terça-feira, 20 de setembro

18h - Desafio Intermodal de São Paulo: espécie de competição para comparar os tempos de viagem feitos por diferentes veículos e modos de locomoção – que vai do helicóptero, carro e moto, passando por integração entre meios de transporte como ônibus e metrô até caminhada, bicicleta e cadeirantes. O percurso vai começar na Praça General Gentil Falcão (próximo à Av. L.C.Berrini) e vai chegar no prédio da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá.

Quarta-feira, 21 de setembro

10h às 12h30 - Lançamento da Pesquisa Nossa São Paulo / Ibope sobre mobilidade urbana: o estudo aponta diferentes abordagens relacionadas à mobilidade na cidade de São Paulo.
Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo
End.: Viaduto Jacareí, 100 – 8º andar – Bela Vista

10h30 - Audiência pública sobre a Lei das Ciclovias: discussão sobre o projeto de lei 655/2009, que altera a lei 14.266, de 6 de fevereiro de 2007 e fará revisão da lei das ciclovias em São Paulo.
Viaduto Jacareí, 100, 1º andar, Sala Prestes Maia (Plenarinho)

Quinta-feira, 22 de setembro

Para a data em que é celebrada o Dia Mundial Sem Carro, há muitas atividades programadas para o dia todo.

7h30 às 10h - Café da manhã coletivo para quem passar de bicicleta na Praça do Ciclista (Av. Paulista com a Rua da Consolação). Atividade promovida pela Ciclocidade.

15h às 18h – Vaga Viva: no espaço ocupado por carros estacionados na rua, pessoas podem se sentar para ler um livro, descansar e contemplar a paisagem. Também haverá atividades como oficina de stencil e de mecânica de bicicletas do coletivo Mão na Roda.
Local: Rua Padre João Manoel (altura do número 50, próximo à esquina com a Av. Paulista e ao lado do Conjunto Nacional).

19h – Bicicletada especial do Dia Mundial Sem Carro: coincidência de diversos ciclistas que fazem pedalada pelas ruas de São Paulo e, eventualmente, passa por vários pontos turísticos da cidade. Saiba mais.
Local: Praça do Ciclista (Av. Paulista com a Rua da Consolação)

19h – Sessão de cinema: cine-debate com exibição do filme "O caminho das nuvens" seguido por debate com Soninha, Paulina Chamorro, Marcos Lopes "Nenê" e participantes.
Local: Campo do Astro
End.: Rua Manuel Bordalo Pinheiro, 30 - Pq Sto Antônio


Sexta-feira, 23 de setembro – Ciclocine

Exibição de curtas e um longa-metragem no Museu da Imagem e do Som (MIS) que falam sobre bicicleta em cidades. Haverá exposição fotográfica sobre o mesmo tema.

19h – Coquetel de Abertura e premiação do “I Concurso de Fotografias Ciclocidade”: exposição com as 15 melhores fotos premiadas sob a curadoria de Paulo Varela.

20h45 – Exibição do filme “With My Own Two Wheels”, de Jacob Seigel-Boettner (48 minutos)

21h40 – Apresentação do curta “1/2Lab” (20 min.)

Local: Museu da Imagem e do Som
End.: Avenida Europa, 158 – Jardim Europa

Sábado, 24 de setembro – Ciclocine

14h30 – Filme “Massa Crítica”, de Helena Krausz (18 min.)
15h – Filme “Share the Roads”, de Andressa Nozue (35 min.)
16h – Filme “Entre Rios”, de Caio Silva Ferraz (25 min.)

Local: Museu da Imagem e do Som
End.: Avenida Europa, 158 – Jardim Europa

Domingo, 25 de setembro

A partir das 11h - Feira de troca de peças de bicicleta: além da interação com outros ciclistas, haverá atrações artísticas promovidas pelo coletivo Reviramundo, grupo que atua nas áreas de direitos humanos, cultura, educação, sustentabilidade, meio ambiente e direitos indígenas.
Local: Espaço Urucum
End.: R.Cardeal Arcoverde, 1598 – Vila Madalena
Preço: R$ 10

Confira mais atividades e programações da Semana da Mobilidade nos links abaixo:

http://vadebike.org/2011/09/mes-da-mobilidade-em-sao-paulo
http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/semanadamobilidade#programacao
http://www.ciclocidade.org.br/

domingo, 11 de setembro de 2011

LUTO

(por Clasher, centroavante do Autônomos FC e goleador nos campos da vida e da morte)

Nas idas e vindas da minha adolescência, conheci o movimento punk. Com uns 13, 14 anos, me interessei pela música, pelas idéias, pela arte, pela atitude daquele movimento que falava muita coisa que eu também pensava e queria falar, mas não sabia como. A internet já existia mas não era nem popularizada, nem potente como é hoje. Eu mesmo não tinha internet em casa até fins de 2004. Lá pra 2001, 2002, então, nem sonhava com isso. Assim, fui para as ruas. Primeiro alguns concertos de bandas punk, outras não tão punks assim. Vi Inocentes, Cólera, Ratos de Porão, Olho Seco, Lobotomia, Armagedom, Execradores e outras bandas que prefiro não citar. Ia no Hangar, ficar bêbado na porta, arrumar confusão, pixar, fazer merda. Ia no Chamegos, lá na zona norte, no Edu Chaves. Ia no Penha Rock Bar, ia pra Augusta e pro Centro. Ia no Greguejé, em Interlagos. Depois comecei a participar de grupos mais sérios, com posturas mais politizadas, parei de fazer tanta merda, comecei a ler com mais frequência, estudar, comecei a dar valor para outras coisas que não fossem só a porra-louquice da vida.

Numa madrugada de 2004, tocou meu celular. Eram umas 3 e pouco, 4 da madrugada. Uma voz forte pergunta “alô, Clasher?”, esse foi o apelido que ganhei dos punks. Eu respondi positivamente. “É você quem mora perto do Borba Gato?”, veio a pergunta, antes de qualquer apresentação. Sim, mas quem é você? “É o Johni, a gente se conheceu no som de ‘não-sei-quem, não-sei-onde’. Então, eu tava aqui pensando em explodir o Borba Gato (estátua em homenagem ao famoso bandeirante, localizada na avenida Santo Amaro)”. Eu, passava ali na frente todos os dias e nunca tinha me dado conta do que aquela estátua representava. E Johni discorreu que os bandeirantes eram assassinos de índios, genocidas, que mataram povos indígenas de forma sistemática, assim como os nazistas mataram judeus e poloneses, e que algo devia ser feito para desmistificar aquele símbolo. Achei a idéia muito boa e até bolei alguns planos para realizar essa explosão, ou no mínimo cobrir a cabeça do bandeirante com um saco preto. Li manuais de desobediência civil, de terrorismo poético e o caralho a quatro, mas, obviamente, não explodimos e nem ensacamos nada.

Sempre via o Johni em tudo quanto fosse evento, concerto, ato público ou qualquer coisa com a presença dos punks. A gente sempre tomava uma maria-mole e trocava uma idéia, mas depois ele se juntava com os dele e eu, com os meus.

Em 2007, fomos presos juntos, em uma manifestação contra o G-8 na Paulista, em que ele quebrou, com razão, os vidros de um banco e de uma lanchonete. Na verdade, mais de 200 pessoas foram presas nesse dia, mas ele foi o que mais sofreu. Apanhou muito na salinha especial da delegacia, foi acusado de portar armas brancas, o que era mentira, pois Johni, ainda que briguento, não andava armado, e acabou indo parar em uma espécie de sanatório, condenado. Saiu de lá muito estranho. Não reconhecia ninguém, não lembrava de coisas que falava ou que tinha feito. Não sei dizer o porquê, mas todos notaram uma mudança nele. Uso de drogas psiquiátricas? Espancamentos? Não sei, não duvido de nada.

O que sei é que no último sábado, ele foi assassinado a facadas por um integrante de uma gangue neonazista e todos os sonhos, idéias e um universo riquíssimo que levava em si, se perderam. O mais triste de toda essa história, para mim, é o fato de que Johni caiu com todos os seus defeitos e um coração grandioso. E, enquanto isso, o Borba Gato segue em pé, com status de herói, observando com orgulho o estrago que fez por essas terras.

Johni, onde quer que você esteja, lembre-se desses princípios:

1 – Libertar sua mente da desinformação da mídia corporativa, dos dogmas religiosos e das verdades oficiais;

2 – Libertar seu corpo da escravidão moderna e dos grilhões impostos pelo estado e pelo mundo corporativo;

3 – Dedicar sua vida ao fortalecimento da sua comunidade, que seja um lugar livre, com igualdade de direitos, deveres e oportunidades.

E viva a Anarquia!

--
Autônomos&Autônomas FC - A na Bola
Um sentimento que não se vende!
www.autonomosfc.com.br

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"A doutrina do choque", um documentário fundamental para assistir com toda família.

As vezes você não sabe por que as coisas estão como estão? Para entender parte disso basta olhar um pouco para nossa história. Sofremos as consequencias diretas de decisões passadas e que hoje tratam de nos convencer que as coisas sempre foram assim. Mentira. Ideologicamente não há nada que não tenha uma hora para começar. Esse documentário fala da importância da memória como resistência e do lugar das lutas políticas para mudar o mundo em que vivemos. Uma relação entre psicologia da alienação, autoritarismo economico e ditadura política.
"Baseado no livro de Naomi Klein, "A doutrina do Choque", narra a forma em que os chamados "chicago boys" de Milton Freeman, utilizaram os descobrimentos dos eletrochoques na psicologia para apagar lembranças e regressar o sujeito a um estado infantil tentando reescrever sua história. Eles transferem essa lógica para o contexto sócio economico, particularmente dos países em desenvolvimento para propor choques economicos (alta de impostos, eliminação de subsidios e políticas sociais, aumento de preços, etc) e assim permitir o roubo dos recursos naturais e enriquecer alguns pequenos e seletos grupos".

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Cine clube Terra Livre

O CINECLUBE TERRA LIVRE retoma suas atividades e tem o prazer de anunciar a
primeira sessão da Mostra “Olhares sobre o Movimento Anarquista no Brasil”, em parceria com o Centro Cineclubista de São Paulo, local de exibição dos filmes.

Nossa intenção é compreender e debater a relação entre anarquismo e sindicalismo e seu papel na formação da classe operária no Brasil.

Para isso selecionamos dois filmes que tratam da presença anarquista no movimento operário em São Paulo e no Brasil no início do século XX.

* Libertários, Lauro Escorel Filho, Brasil, 1976, 26min

Libertários é o mais antigo documentário sobre o tema produzido no Brasil e foi exibido nos circuito de cineclubes em São Paulo durante a ditadura militar. Não podia haver melhor filme para estrearmos a nova mostra do Cineclube Terra Livre. A película retrata as primeiras organizações dos trabalhadores e suas mobilizações, fortemente influenciados pelos ideais anarquistas.

* Deu N'A Plebe – A Greve Geral Anarchista de 1917, Fernando Puccini e João
Ricardo, s/d, 17 min

Já o curta Deu n'A Plebe foca a atenção na Greve Geral de 1917 e nas páginas do periódico libertário A Plebe. Contém entrevistas com pesquisadores e é baseado em documentos da época.
DOMINGO, 21/08, 18 horas

LOCAL: Centro Cineclubista de São Paulo
Rua Augusta, 1239, sala 13 – São Paulo
Próximo ao Metrô Consolação
Entrada Gratuita

* * *

Mostra “Olhares sobre o Movimento Anarquista no Brasil”

A mostra será realizada mensalmente, sempre no terceiro domingo do mês, a partir das 18h, no espaço do Centro Cineclubista de São Paulo.

A mostra trás produções que retratam experiências anarquistas ocorridas em terras brasileiras ao longo dos séculos XIX e XX

As sessões são públicas e gratuitas.

Segue a programação do semestre:

21/08 – Anarquismo e Sindicalismo no Brasil

18/09 – Colônia Cecília

16/10 – Teatro e Educação Anarquista no Brasil

20/11 – Ladrões Anarquistas

18/12 – Anarquismo nos anos 1970/1980

* * *

PRÓXIMAS ATIVIDADES:

13/08 – Grupo de Estudos Movimento Operário Autônomo

17/08 – Grupo de Estudos Anarquismo e Educação

21/08 – Cineclube Terra Livre: Anarquismo e Sindicalismo

23/08 – Grupo de Estudos Anarquismo e Educação

24/08 – II Seminário Anarquismo e Sindicalismo – EACH/USP-LESTE – São
Paulo
CARTAZ:http://i1113.photobucket.com/albums/k519/bibliotecaterralivre/CARTAZIISEMINARIOESINDICALISMO.jpg

27/08 – Documentário sobre Sacco e Vaznetti

30/08 – Grupo de Estudos Movimento Operário Autônomo

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Biblioteca Terra Livre
http://bibliotecaterralivre.wordpress.com
bibliotecaterralivre@gmail.com

Endereço posta/Postal address:
Caixa Postal 195
São Paulo - SP - Brasil
01031-970

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

Coragem, hombre!

O masculino nao deve ficar se escondendo atrás das mulheres. O masculino deve ficar AO LADO do feminino. Dê um passo à frente.
Patricia Sampaio

Colóquio Internacional “Élisée Reclus e a Geografia do Novo Mundo”

A Biblioteca Terra Livre em parceria com a Editora Imaginário e o Laboratório de Geografia Política da USP realizará em São Paulo entre os dias 06 e 10 de dezembro de 2011 o Colóquio Internacional “Élisée Reclus e a Geografia do Novo Mundo”.
Já estão confirmadas as presenças de renomados professores e pesquisadores de várias partes do mundo, especialistas em Reclus e sua obra, tais como: Prof. Dr. Philippe Pelletier (Université Lyon 2), Profª. Drª. Béatrice Giblin (Université Paris 8), Dr. Federico Ferretti (Universidades de Bolonha, Itália, e París 1, França), Profª. Drª. Marie-France Prévôt-Schapira (Universidade de París 8, França), Profª. Drª. Teresa Vicente Mosquete (Universidade de Salamanca, Espanha), Prof. Dr. Kent Mathewson (Universidade de Luisiana, EUA) e professores convidados brasileiros. Haverá espaços para inscrição de trabalhos e apresentações de grupos de estudos e pesquisas relacionados ao Anarquismo e à Geografia.
Convidamos todos a participarem do evento, seja apresentando trabalho baseado em pesquisa sobre este grande geógrafo anarquista francês, ou inscrevendo-se como ouvinte.
Para maiores informações visite o site: http://reclusmundusnovus.wordpress.com/

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Contribua para a criação do mais novo espaço autônomo em São Paulo!

10 de junho de 2011 marca um grande dia na história do Autônomos & Autônomas FC: em assembléia, aprovamos a idéia da aquisição da nossa sede!

Isso significa que um novo espaço autônomo independente na cidade já é realidade. Será o Espaço Autônomo Casa Mafalda!


Mas antes de falar dele, vamos nos apresentar pra quem não nos conhece.

Quem somos?

O Autônomos FC, ou Auto como é carinhosamente chamado, é um time de futebol autogerido criado em 2006 por um grupo de punks, anarquistas e ativistas de São Paulo. Desde a sua criação, o Auto sempre tentou viver o futebol de uma maneira coletiva, sem hierarquias, com decisões coletivas e com abertura para todos e todas.

Hoje, 5 anos depois, temos dois times de futebol de campo masculino, um de futsal feminino e nos arriscamos em jogos mistos em diversas modalidades também. A partir de então, passamos a nos chamar Autônomos & Autônomas FC.

Por alguns anos pensamos estar sozinhos nessa coisa de futegol autogerido. Mas em 2009 descobrimos um time inglês, o Easton Cowboys & Cowgirls, que desde 1992 está na mesma sintonia! Depois de visitarem os palestinos e os zapatistas em Chiapas, em 2009 foi a vez de estarem por aqui pra jogar e trocar experiências conosco. Então, em 2010, foi a nossa vez de jogar, na cidade de Yorkshire, Inglaterra, a Copa do Mundo Alternativa, evento organizado por times europeus com os mesmos moldes do Auto e que acontece todo ano. Um encontro até então europeu de diversas pessoas e movimentos sociais não-hierárquicos, que tivemos a chance de conhecer nos 10 dias que ficamos por lá e por Bristol, cidade natal do Easton. Lá conhecemos e estabelecemos contatos com muita gente e muita coisa que trouxemos pro nosso dia-a-dia aqui.

Aqui, participamos em São Paulo de lutas e eventos com diversos movimentos sociais e grupos culturais, como o Movimento pelo Passe Livre, a Frente de Luta por Moradia, o Bloco Carnavalesco Filhos da Santa e a Associação Nacional dos Torcedores. E em 2012, junto ao Club Social Atlético y Deportivo Che Guevara, time hermano de ideais semelhantes aos nossos da província de Córdoba, na Argentina, estaremos organizando a primeira Copa América Alternativa!

Somos, pra além de time, um coletivo. E tentamos pensar e praticar nossas relações de uma forma horizontal, libertária, diferente da imposição hierárquica e individualista que domina o cotidiano de quase todos pelo planeta.

A idéia de ter uma sede, a Casa Mafalda, deriva da necessidade de um lugar no espaço para fortalecer essa relações. Um lugar como foram tantos outros que acabaram por terminar, como o Ay Carmela e o Espaço Impróprio.

Achamos esse lugar: é o Estúdio Fábrica Lapa, na Rua Clélia, 1745 (www.estudiofabricalapa.net), na Lapa, bem próximo ao nosso campo, o CDM Bento Bicudo.

Agora, precisamos de ajuda pra que o projeto se materialize.

Como?

Simples. Pra adquirir o ponto do local (ou seja, toda a estrutura que ele já tem e que comporta shows, festas, debates, palestras, oficinas, exposições e o que mais quisermos), nós precisamos arrecadar até o dia 01 de agosto R$ 60 mil (pra pagá-lo à vista) ou R$ 35 mil de entrada, com o resto sendo pago em parcelas (o que, esperamos, consigamos fazer com o próprio movimento do espaço).

No momento, temos R$ 15 mil. Precisamos, portanto, de no mínimo mais R$ 20 mil.

A idéia pra arrecadar essa grana é bem simples: um sistema de apadrinhamento/amadrinhamento da casa.

Funciona assim: você escolhe na lista abaixo quanto pode doar e recebe em troca uma recompensa, que pode ser horas de ensaio (caso você tenha banda), datas grátis pra eventos ou mesmo entrada livre na casa. E se você não é de São Paulo ou não costuma frequentar esse tipo de espaço mas apóia completamente a existência deles, pode contribuir e ganhar de volta uma camista da campanha do Autônomos & Autônomas FC pela sede (algo como “Casa Mafalda – eu também construí!”) e outros materiais do time.

A sua doação pode ser feita de duas formas: com um depósito na conta poupança que disponibilizaremos para isso, cujo extrato estará toda sexta-feira em nosso site para conferência de todos os padrinhos e madrinhas, ou com uma doação pelo sitewww.vakinha.com.br, caso você se sinta mais seguro/a fazendo assim.

Segue, então, a nossa lista de doações. E claro que se você quiser doar sem precisar de nada em troca, apenas pelo amor à camisa, ficaremos extremamente contentes!

Todos os padrinhos e madrinhas terão seus nomes em uma das paredes da casa!

R$ 10 – entrada livre em 2 shows ou eventos

R$ 20 – entrada livre em 5 shows ou eventos OU 2 horas de ensaio

R$ 50 – entrada livre em até 20 shows ou eventos e/ou 1 a 6h de ensaio

R$ 100 – entrada livre em até 50 shows ou eventos e/ou 1h a 12h horas de ensaio

R$ 250 – uma data grátis para show/evento/festa OU 30h horas de ensaio, limitadas em 10h por mês

R$ 500 – vale de R$ 500 para entrada em festas/shows/eventos OU 100 horas de ensaio, limitadas em 10h por mês OU três datas grátis para show/evento/festa, limitadas a 1 por mês

Acima de R$ 1000 – passe livre vitalício em festas/shows/eventos E passe livre vitalício no estúdio de música, limitadas em 10h mensais, OU datas grátis para festas/shows/eventos, limitadas a 4 por ano

Conta poupança para fazer a doação (não se esqueça de depois mandar um email para autonomosfc@gmail.com com seu nome, o valor e a data do depósito):

Banco do Brasil
Ag. 1894-5
Conta Poupança (01) 15943-3
Danilo Heitor Vilarinho Cajazeira
CPF 324.950.348-70

Site do Vakinha.com com o nosso projeto:

http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=40184

Como eu sei que isso vai dar certo?

Bom, o Estúdio Fábrica Lapa já existe e já dá certo há 3 anos. O que nós pretendemos é agregar novas atividades ao espaço, transformar ele de estúdio em centro cultural. Mas sem deixar de abrir as portas pra quem já faz coisas por lá, pelo contrário: a idéia é não deixar o espaço morrer e trazer mais gente pra dentro dele.

Se eu doar, quando eu posso ter minha recompensa?

O espaço só será nosso a partir de agosto. Portanto, a partir de agosto poderemos retribuir nossos padrinhos e madrinhas. Mas claro que desde já podemos ir agendando as coisas, com calma.

E se não arrecadar os R$ 35 mil necessários?

Acreditamos que vamos conseguir. Se não conseguirmos, teremos duas opções: pegar um empréstimo bancário ou desistir e devolver a grana a todos que doaram. A primeira é bem mais provável que a segunda, mas estamos confiantes que com a ajuda de todos poderemos dispensar as duas.

Dá pra conhecer o espaço antes de doar?

Sim, dá. Sempre rolam eventos por lá, é só ficar esperto no estudiofabricalapa.net. Dia 23/06 agora, por exemplo, nós do Auto estaremos fazendo um show:http://img.photobucket.com/albums/v415/mandioca/autonomos/flyerlogo.jpg ouhttp://www.autonomosfc.com.br/blog/2306-venha-conhecer-a-casa-mafalda

Porque Casa Mafalda?

Quando o Auto deixou o futebol society (ou futebol sete para alguns) para jogar na tradicional várzea paulistana, nosso primeiro campo foi na zona leste da cidade, próximo a um bairro chamado Chácara Mafalda.

Como nossa torcida na época era majoritariamente composta pelas namoradas e amigas dos jogadores e torcedores, em homenagem à elas e ao bairro escolhemos como mascote a personagem Mafalda, do cartunista argentino Quino, uma menina que questiona de forma bem humorada os pais e a todos sobre os problemas sociais, políticos e morais da humanidade.

Com o surgimento do nosso time feminino, a idéia ficou ainda mais forte, e nada mais justo do que nomear nossa casa, palavra no feminino, com o nome de nossa mascote.

Mais sobre o Autônomos & Autônomas FC

Se você quiser saber mais sobre o Auto, jogar com a gente, fazer parte da torcida, conhecer o espaço da futura Casa Mafalda ou mesmo trocar qualquer idéia, entre em contato:

www.autonomosfc.com.br
autonomosfc@gmail.com
(11) 9506-9920

Aqui há uma pequena reportagem feita pelo Carlos Carlos, do programa Bola & Arte (http://bolaearte.wordpress.com), para a TVT: http://digi.to/LI2AR

Entre em contato. Estamos sempre abertos a novas propostas. De repente você quer começar um time de basquete do Auto…

Contamos com a sua ajuda para que no dia 06 de agosto possamos fazer a grande inauguração do Espaço Autônomo Casa Mafalda!

Vamo Auto!

autonomosfc@gmail.com

terça-feira, 28 de junho de 2011

Todo apoio aos que lutam na Grécia!

Afinal, o que há a perder?


00:00 [GMT+2]: Arta, oeste da Grécia: Dezenas de trabalhadorxs e solidárixs bloquearam a entrada da fábrica da cooperativa de aves da cidade. Elxs decidiram bloquear a fábrica por todas as 48 horas da Greve Geral, mas o bloqueio terminou por volta das 4:30. Relatos mencionam que ultimamente xs chefes praticam terrorismo contra xs trabalhadorxs, intimando-xs a não participarem em greves. Xs trabalhadorxs que tem ainda a receber da cooperativa convidam a todxs a participar da greve.

01:01 [GMT +2]: Prisões da Grécia: Excertos de um texto de prisioneiros sobre o memorando de médio-prazo. -?[...] As prisões são um mecanismo que se baseia sobre a pobreza e reproduce desigualdades e injustiças. As prisões são mecanismos injustos e desumanos, que desmoralizam e inflamam as pessoas. É um mecanismo de classe eanti-social o qual devia de ser abolido. Sabemos que há potencial para soluções significativas para os problemas básicos da vida na prisão, porque, como dissemos antes, a vida por trás dos muros da prisão se torna ainda mais difícil devido à crise. Portanto, o principal slogan dos detentos nas prisões gregas, hoje, é ?liberdade imediata para todos os prisioneiros.? Hoje, a nossa própria luta só pode ser comum. Comum entre todos os prisioneiros comum entre todos os oprimidos de todas as nacionalidades que estão nas ruas e praças das cidades da Grécia. Vamos começar aqui e agora uma verdadeira luta de confronto para impedir o voto do memorando de médio-prazo. E a única maneira de fazê-lo é ameaçando objetivamente as funções do sistema político e econômico. [...]? Este texto é co-assinado por um total de 468 homens e mulheres prisioneiros das prisões: Koridallos (também F ala masculina), Ioannina, Avlona, Nafplion e Corfu. Pelo menos 789 mulheres e prisioneiros homens decidiram ficar fora das células da prisão no fechar ao meio-dia nas seguintes prisões: Koridallos (também asas A, D, F para os homens), Diavata, Amfissa, homens D1 Ala de Grevena. Um total de 1,508 prisioneiros protestam via abstenção de comida: Grevena, homens B Asa de Larissa, Ioannina, Avlona, Diavata Malandrino e Cassandra em Salónica. No dia da votação do memorando de médio-prazo, os presos protestam contra a situação sem solução financeira e política que a sociedade grega se encontra, contra a ocupação do país pelo grande Capital, contra à ditadura parlamentaria. Essa mobilização também é uma ação em solidariedade com aquelxs que lutam nas ruas e praças das cidades por toda a Grécia.

03:12 [GMT+2]: Atenas: A primeira vitória? Indo contra a liderança pelega de seu sindicato [N.FG: ligado ao PASOK], trabalhadorxs do metrô de Atenas anunciaram que o metrô vai funcionar normalmente, para facilitar o transporte de grevistas para as manifestações da Greve Geral na cidade.

11:00 [GMT+2]: Porto de Pireus: Desde bem cedo, estivadorxs e membros do PAME (o assim chamado Partido ?Comunista? da Grécia) cercaram os pontos de onde saem os barcos, bloqueado a navegação a partir do ponto central do país. Em Atenas, aproximadamente 25.000 pessoas já se encontram em frente ao parlamento, a maioria manifestantes do PAME.

12:05 [GMT+2]: Attica: De acordo com o anúncio da Federação Geral do Pessoal do Setor Elétrico (GENOP/DEI:PPC), hoje entre as 11:00 e as 15:30 apagões de aproximadamente uma hora e meia ocorreram em várias áreas.

12:14 [GMT+2]: Mytilini, Ilha Lesbos: A marcha de aproximadamente 600 manifestantes está completa. Uma assembléia popular aberta acontecerá.

12:17 [GMT+2]: Tessalônica: Manifestantes de base dos sindicatos se uniram ao pré-encontro dxs grevistas na junção das ruas Egnatia e Aghia Sophia. A marcha de aproximadamente 10.000 manifestantes está se dirigindo do Centro de Trabalho de Tessalônica para a rua Aghios Demeritus.

12:20 [GTM+2]: Atenas: Aproximadamente 15.000 manifestantes de vários sindicatos de base juntxs ao bloco anarquista começam a marchar do Museu de Arqueologia Nacional (rua Patission) em direção a Syntagma. O corpo de manifestantes vai pela rua Kolokotroni. O povo vai se concentrando em Syntagma enquanto manifestantes de outras cidades também vão chegando por lá.

12:34 [GMT+2]: Xanthi, nordeste da Grécia: Haviam 3 diferentes blocos de manifestantes. Na manhã membros do PAME ocuparam o prédio do Escritório de Impostos. Em geral, a participação de ambos a Iniciativa de Resistência e o Centro de Trabalho foi mais baixa em comparação à greves anteriores. Como resultado de sua tentativa em isolar xs sindicalistas, o bloco da Iniciativa de Resistência marchou sem trabalhadorxs politicamente independentes, somente com muitxs membrxs do bloco anarquista do seu lado.

13:03 [GMT+2]: Syntagma: O bloco de aproximadamente 5.000 manifestantes da pelega Co-Federação Geral de Trabalhadores Gregos (GSEE) está chegando à Syntagma.

13:14 [GMT+2]: Patras: A marcha de aproximadamente 2.000 a 3.000 pessoas se completou sem problemas. Antes de seu começo, compas expropriaram o banner do Centro de Trabalho que tentava ?liderar? a manifestação. Então, todos os blocos passaram pelo bloco do Centro de Trabalho que eventualmente se retirou completamente. Aproximadamente 300 anarquistas dos grupos de Ergaleioforos e Perasma participaram em um bloco conjunto. Partidos esquerdistas completaram a marcha na Praça Georgiou onde ?xs indignadxs? geralmente se encontram, enaquanto vários sindicatos de base juntxs ao bloco anarquista terminaram na praça Olgas. Há uma ocupação acontecendo ainda neste momento no Centro de Trabalho de Patras por anarquistas e anti-autoritárixs.

13:40 [GMT+2]: Syntagma: por volta de 15 neo-Nazis cnataram slogans fascistas próximo ao Centro de Serviço ao Cidadão na esquina das ruas Othonos e Amalias. Anarquistas correram para xs expulsarem de lá.

14:02 [GMT+2]: Motim de prisioneiros na asa A da prisão masculina de Koridallos; xs presxs se recusam a entrar em suas celas.

14:05 [GMT+2]: Praça Syntagma, ruas Othonos e Amalias: As escórias fascistas foram previamente bloqueadas dentro do número 10 da Othonos Arcade por pelo menos 1.000 manifestantes. Esquadrões de polícia lançaram gás lacrimogêneo até a rua Filellinon. As pessoas recuaram à praça Syntagma, mas gradualmente vão se reencontrando em frente ao parlamento.

14:10 [GMT+2]: Syntagma: Pedras sendo jogadas na polícia que atira gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral; primeiro confrontos no lado baixo da praça Syntagma. O povo se separa e se move rumo às ruas Stadiou e Panepistimiou streets, mas outrxs manifestantes continuam em Syntagma.

14:20 [GMT+2]: Syntagma: Manifestantes destroem um McDonald?s; fogueiras são acesas e barricadas erguidas; bombas de efeito moral. Muitas pessoas tomam parte nos confrontos. Fogos de artifício, pedras voando até a rua Stadiou. Muitos blocos de manifestantes ainda em frente ao parlamento.

14:30 [GMT+2]: Tessalônica: Loverdos, Ministro da Saúde, foi bloqueado dentro da Instituição Papafeio por um grande número de manifestantes. Relatos dizem que o ministro conseguiu um modo de escapar.

14:32 [GMT+2]: Syntagma: Uma bandeira grega queima neste momento. Confrontos nas ruas Fillelinon e Voukourestiou e em frente ao Hotel Grande Bretagne.

14:40 [GMT+2]: Maroussi, subúrbio do norte de Atenas: Pelo menos 200 motos da força policial DIAS atravessaram a avenida Kifissias em alta velocidade, buzinando de modo provocativo.

14:52 [GMT+2]: Syntagma: Polícia invade a praça.

14:55 [GMT+2]: Syntagma: O principal bloco de manifestantes tem estado na praça por aproximadamente 1 hora. Um total de 32 esquadrões de polícia, guardando o parlamento, estão atirando bombas de gás lacrimogêneo extensivamente e tentam quebrar os blocos. Nos últimos 40 minutos houveram constante confrontos na parte baixa de Syntagma, na rua Karageorgi Servias. Também tem confrontos acontecendo na rua Stadiou. De acordo com pessoas na praça, a polícia tem atirado bombas de gás lacrimogêneo a cada poucos segundos.

15:02 [GMT+2]: Syntagma: A polícia está jogando mármore quebrado contra xs manifestantes.

15:25 [GMT+2]: Ruas Stadiou, Filellinon, Othonos, parametricamente: Pessoas cercadas e presas na praça Syntagma resistem jogando pedras e também usando extintores de incêndio contra os esquadrões de polícia. Enquanto isso, outrxs manifestantes cercam a polícia que ataca a praça. Manifestantes que vem de Syntagma para Propylaea podem ouvir bombas de efeito moral a cada 30 segundos.

15:36 [GMT+2]: Ioannina: Grevistas ocuparam as premissas da estação de rádio municipal 998.7fm). Uma assembléia popular que aconteceu na praça central logo após o protesto decidiu manter essa ocupação para poder transmitir a assembléia desta noite, às 20:00, que será sobre as atividades de amanhã e sobre a marcha que começará às 10:30 do Centro de Trabalho de Ioannina.

15:57 [GMT+2]: Syntagma: Manifestantes tomam de volta a àrea ao redor da rua Filellinon, parte baixa da praça.

16:05 [GMT+2]: Syntagma: De acordo com relatos, 3 pessoas foram detidas em Syntagma ? umx dxs presxs é umx membrx de sindicato.

16:40 [GMT+2]: Syntagma: Confrontos e gás lacrimogêneo em frente ao monumento do Soldado Desconhecido. A maioria das pessoas deixou a praça. Aproximadamente 2.000 ainda restam. No entanto, o povo não deixa a praça.

16:50 [GMT+2]: Syntagma: Muito gás dentro da estação do metrô da rua Amalias. A maioria dxs anarquistas não estava presente no momento, mas camaradas ainda resistem em Syntagma. Invasão em massa pro policiais pelo topo da praça, confrontos próximos entre manifestantes e policiais.

17:00 [GMT+2]: Syntagma: Manifestantes se movem, então a tensão muda para a parte baixa da praça. A rua Othonos se re-abriu e é gradualmente preenchida por pessoas. A área está sobre contínuo ataque de gás e bombas de efeito moral.

15:25 [GMT+2]: Syntagma: Poucas pessoas ainda restam na praça segurando faixas. Um caminhão de bombeiro chega para apagar o fogo de uma van de uma companhia de telefonia celular. Relatos dizem que a van pegou fogo graças a uma explosão de uma das bombas de efeito moral da polícia. Confrontos continuam; manifestantes lutam contra o arsenal químico da polícia construindo barricadas. Há um número não confirmado de detidxs. Correspondentes dizem de 4 presxs e 21 detidxs, enquanto a polícia relata 4 policiais feridos.

17:39 [GMT+2]: Syntagma: Um pogrom generalizado na área da praça Syntagma. Esquadrões de polícia caçam manifestantes, empurrando-xs de volta à Propylaea. Relatos não confirmados de 3 presxs e 18 detenções.

17:45 [GMT+2]: Syntagma: De acordo com testemunhas oculares, um oficial de um esquadrão de polícia jogou fora seu capacete e escudo desistindo do seu democrático dever de repressão às massas. Outrxs oficiais da polícia o espancaram, forçando-o a não abandonar. Policiais atiraram granadas de gás lacrimogêneo enquanto uma ambulância da Cruz Vermelha (Erithros Stavros) tranferia manifestantes feridxs e pessoas que sofrem de problemas respiratórios para o hospital.

17:50 [GMT+2]: Syntagma: O povo está se direcionando novamente para a praça, a partir da rua Amalias.

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[VÍDEOS AO VIVO] Livestreaming de Syntagma:

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