quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Na palma, no pé e no coração.

Certa vez um conhecido que vivia um enorme dilema em sua vida disse que precisava transformar a maneira que fazia as coisas. Que não estava funcionando levar a vida na flauta, que precisava ser no toque de caixa. Não sei bem porque lembrei disso agora, mas o que me parece ser interessante nisso tudo é a necessidade de ritmo. A vida convida a cadência, ao compasso, ao vazio necessário entre uma batida e outra do atabaque, para o paradoxo entre a sutileza e a intensidade da pegada. É ritmo na palma da mão e na sola do pé, mas principalmente dentro do coração.

"Erguendo Barricadas! Basta de Assassinatos! Nenhum Militante a Menos!”

Por Tribunal Popular - O Estado brasileiro no banco dos réus

Dia 08 de Agosto temos, todos e todas que lutamos contra o capitalismo, um compromisso marcado com a denúncia das atrocidades sofridas pelos militantes Brasil afora. Nosso compromisso é também de proteger e se solidarizar com tantos "Josés e Marias" que, ainda vivem sob a ameaça constante de ver suas vidas ceifadas em nome das causas que defendem.

Nas últimas semanas os assassinatos dos companheiros José Cláudio Ribeiro da Silva, Maria do Espírito Santo, ativistas do Assentamento Praia Alta Piranheira, no sudeste do Pará, de Adelino Ramos, o Dinho, líder do movimento camponês de Corumbiara, e outros que continuam acontecendo, escancararam aquilo que ocorre de maneira cotidiana: a perseguição, humilhação, ameaça e repressão aos ativistas sociais em todo o país.

No campo, trabalhadores sem terras, assalariados rural e camponeses que vivem da extração dos recursos da floresta (como o casal de castanheiros assassinados) sofrem o peso de defender nosso patrimônio natural, nossos recursos, nossa Amazônia, rapinadas pela sangria desatada do capitalismo.

Mais que isso, indígenas e quilombolas enfrentam toda sorte de perigos levando no peito a batalha histórica pelo mínimo reconhecimento de sua cultura materializados na demarcação de suas terras, no reconhecimento de seus direitos e de sua forma de organização comunitária. Nas cidades, o monstro da especulação imobiliária empunha seu braço armado contra a população pobre e os militantes que se mobilizam na luta por moradia, justiça e melhorias comunitárias. As maiores vítimas nas cidades são os trabalhadores, em especial os jovens negros, assassinados cotidianamente pelas mão dos Estado.

No país da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, o que tem sido servido à mesa é o sangue de lutadores e lutadoras, porque nesse nosso estado democrático de direito, não temos direito de lutar por nossos direitos, de nos organizarmos contra a injustiça que assola os trabalhadores e trabalhadoras que sorvem seu suor para manter este país.

O Estado omisso, coadjuvante ou protagonista, e os grandes grupos capitalistas (mineradoras, construtoras, incorporadoras, expoentes do agronegócio, entre outros) que exterminam aqueles que ainda sonham com um Brasil melhor devem ser expostos, denunciados, constrangidos e condenados pela maior violação de todas: aquela que atenta contra a vida com o fim de garantir o lucro.

No dia 08 de agosto, no TUCA, ergueremos nossas vozes em denúncia e solidariedade, em repúdio aos poderosos e em unidade com os trabalhadores.

Nossa maior riqueza são nossos companheiros e companheiras que se doam todos os dias na construção de um amanhã diferente e esta riqueza não deixaremos que a mão de ferro do capital destrua.

Todos e Todas à Luta!

Todos e Todas ao TUCA!

Todos e Todas - os que lutam - Somos ameaçados!

Organizadores:

APROPUC-SP - Luta Popular – MST - Tribunal Popular - Construção Coletiva - Movimento Indígena Revolucionário-Coletivo 28 de Junho- Coletivo Barricadas-Revista Debate Socialista-ntersindical-CR​ESS-SP-CSP Conlutas-ABEPSS-DAR-Terra Livre-SINSPREV-ENECOS

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Para conhecer o México Profundo: uma crítica as interpretações dos conquistadores e uma aproximação as outras posibilidades das visões originárias.

O documentário de Enrique Escalona (1988) intitulado Tlacuilo faz uma crítica pertinente quanto as interpretações sobre os registros históricos dos povos originários daquilo que veio a ser o México. Feito na década de 80 está baseado nas pesquisas de investigadores, principalmente de Joaquím Galarza, interessados em compreender o real sentido dos documentos pictográficos feitos pelos náhuatl e seus Tlacuilos. Essa é uma palavra derivada do náhuatl tlacuilō o tlacuihcuilō que quer dizer “aquele que trabalha na pedra ou na madeira” e que depois veio a ser denominado como o escriba, o pintor, escritor ou sábio.

Eram homens e mulheres que desde crianças foram instruídos ao conhecimento profundo de sua língua e cultura. A intenção é que pudessem dominar a pictografia e outros assuntos relacionados a manutenção e desenvolvimento da cultura. Eram versáteis em assuntos de biologia, física, matemática, história e tudo mais que estivesse relacionado com suas necessidades.

O interessante desse documentário é apresentar uma revisão do material encontrado e proposto pelos exploradores espanhóis e questionar sua equivocada leitura do trabalho feito pelos Tlacuilos. Foram mais de 4 séculos de interpretações repletas de preconceitos e um olhar europeu que tratou de ignorar as narrativas feitas em diferentes contextos e materiais deixados pelos povos pré-hispanicos.

O documentário registra uma outra possibilidade de entendimento dos códicos náhuatl, ou também chamado Códice Mendoza, e busca considerar a contribuição dos herdeiros diretos dessa tradição. Por exemplo, entender sua hierarquia social, seu calendário, a relação com o tempo, componentes que em alguns casos eram opostos aos dos conquistadores. Por séculos os europeus interpretaram esse material sem consultar os povos que os produziram. Assim, uma das partes fundamentais para construir outra leitura é perguntar e agregar os falantes de náhuatl, seus poetas e artistas, artesãos e religiosos entre outros para uma aproximação mais fidedigna ao que foi deixado por seus antepassados.

Assim que os Aztecas foram derrotas no inicio da invasão espanhola, um material composto basicamente de folhas de papel foi entregue aos vencidos para contar parte de sua história. Esse material foi enviado ao imperador da Espanha Carlos V e o que poderia vir a ser sua surpresa não era uma história contada por uma língua latina, mas por desenhos. A tarefa foi encarregada evidentemente aos Tlacuilos de seu tempo, aqueles que escrevem desenhando. Isso foi suficiente para uma sério de equívocos e más interpretações sobre as culturas originárias. Exatamente porque o tradutor desse material não tinha sido um dos seus autores a ir a Espanha ler o que estava contido nesse material, mas um próprio espanhol que tratou de colocar “legendas” absolutamente toscas aos relatos. O resultado foi que a riqueza e diversidade náhuatl, como nos conta o diretor, foi sendo sepultada pelas leituras a bel prazer europeu. O primeiro grande equivoco foi que os europeus sempre olharam esse material como simples representações e não como o que devem ser: pinturas que são textos, manuscritos com imagens.

Esse material andou o mundo e nunca chegou a seu destino. Por anos passou pelas mãos de piratas, comerciantes, religiosos, pesquisadores e foi parar na universidade de Oxford, Inglaterra, onde se encontra até hoje.

Os pesquisadores desse material estão conscientes que o entendimento real e final não é possível a uma única investigação saber sua complexidade. A compreensão da diversidade e profundidade depende do trabalho de gerações. Muito já foi feito e isso nos ajuda a conhecer um pouco mais do passado e do que é chamado atualmente de México Profundo.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Entrevista con La Santa Muerte: Fabrizio Lorusso

Ciudad de México, un día de 2011. Tengo el honor de presentarles a la mismísima Santa Muerte, quien nos hablará de ella y su culto en México, por primera vez en la historia. Al anochecer, sobre Ferrocarril de Cintura y Avenida del Trabajo, estamos en el umbral del barrio bravo de Tepito. La Santa llega puntual y acalorada, nos sentamos sobre una banca negra, apartados. La tarde es bochornosa y mi grabadora impaciente registra la portentosa vida de la Muerte.


–¿Cuándo nació Usted?

–Bueno, nací con la vida. Soy su fin, pues. O su continuación, como quieran verla. Para los antiguos mexicanos yo estaba dentro de un ciclo. Según la Biblia, nací cuando el pecado original. Adán y Eva comieron su manzana rica y, luego, Dios me contrató, creamos la mortalidad. Más bien, Él lo hizo y yo feliz. Al inicio, no tenía chamba, ya que los hombres eran muy longevos. El Noé del diluvio llegó a los 950 años de edad, no inventes. A Moisés me lo llevé a los 120. Por suerte, después, la especie se tornó más corrupta, gozosa y golosa, y me los cargo antes de los cien.

–¿Hace cuánto la veneran?

–¡Jijo, un buen! Antes les encantaba a los mortales explorar mi naturaleza inexplicable y fascinante. Y modesta, ¿verdad? En cambio, en el último milenio empezaron a tenerme mucho miedo y poco respeto en Europa. Fue por culpa de la peste negra.

–No pues, está grueso, ¿y qué pasó?

–A partir de 1348, me llevé personalmente a 25 millones de galos, germánicos, gachupines e itálicos. Me cansé pero valió la pena para mi carrera de segadora. Hasta la fecha se rehúsan a verme y hablar de mí. En América los obispos persiguieron mis imágenes con lujo de violencia. Igual me los llevé, lenta pero segura.

–¿Cuál era su relación con los aztecas?

–Aquí en México mandé a una pareja pa’ cuidar el inframundo, el Mictlán, ¡qué bien me cumplieron! Eran Mictlantecuhtli, el rey, y Mictecacihuatl, su reina. Buena gente, descarnados, populares y honrados como yo. Hasta hoy los recuerdan y me ponen sus penachos y ropa.

–Vaya, sí sabe mucho. Va otra. ¿Es usted una Santa de verdad?

–Mira, ¿según quién? En mi querido Más Allá hemos tenido pláticas milenarias sobre los santos. Para la Iglesia no lo soy. Como soy de purititos huesos sin carne, no me dan chance pa’ la canonización. Pero ni quiero, soy una entidad, objeto de fe y culto popular. Opino que un santo no católico tiene dignidad como los otros. Me quieren, ya que no solapo a pendejos, ni enaltezco a cabrones.

–¿Se cree más poderosa que Dios?

–No te pases. Él me mandó. Posiblemente haya una sola vida y una sola muerte y me encargo de eso. La gente dice “primero Dios, luego Ella”. Hablan de mí y hasta me pongo roja, porque me dan tanta dicha y valoración, pero no hago clasificaciones. ¿A poco no queremos todos un granito de reconocimiento de vez en cuando?

–¿Cómo le llaman? ¿Cuántos son sus devotos?

–Si me quieren mostrar cariño, me llaman Flaquita, Bonita, Niña Blanca, Hermosa y, de respeto, Patrona, Señora, Comadre, Hermana, Jefa. Los duros y puros devotos son como cinco, quizá 10 millones en México, Estados Unidos, Centroamérica e incluso en Japón y Argentina. Allí está un primo mío llamado San La Muerte. Le deseo puro éxito a ese gauchito, ojalá lea esto.

–Estimada Santa, ¿cuál es su compromiso con la democracia?

–Mijo, no me hagas preguntas pendencieras, pa’ no decir otra con “pe”. ¿Me viste cara de H. congresista? Soy superdemócrata porque igual me llevo a un rico que a un pobre, a un joven que a un viejo, a un político y a un maleante: acaban en lo mismo y es democracia real, no populismo.

–¿Por qué anda con guadaña, amuletos raros y hasta un mundo en la mano? A muchos les parece espantoso, cuando menos, y se ve de mal gusto. Explíquenos, por favor, Santísima.

–El chisme, ni lo pelo. No me gusta lo fashion. Te explico. La guadaña protectora vence envidias y hechizos. Corta vidas filosamente. Brilla a lo lejos y mutila de cerca, obvio. Ten cuidado, he de averiguar cuándo es tu turno porque cuando te toca, aunque te quites, cuando no te toca, aunque te pongas. La balanza es la ley igual para todos: en mi reino, sí es cierto. El reloj de arena me gusta, es retro pero rifa. Es la vida que se te va lentamente de las manos, sin embargo, con una girada arriba abajo, empieza otra vez con arena fresca. ¿Cómo ves? Otra. “Cuando el tecolote canta, el indio muere.” El búho es mi respetable mensajero nocturno. El globo terráqueo, pos, decía Netzahualcóyotl que “toda la redondez de la Tierra es un sepulcro; no hay cosa que persista, que con título de piedad no la esconda y la entierre”. A veces me siento sobre la Tierra para descansar y me hacen unos retratos que ni Miguel Ángel. También me pintan sobre un trono o a caballo, pero de pie es lo típico.

–¿Qué tal su túnica?

–Fíjate. Cada quien trae su piel puesta, es una capa externa. Yo, en cambio, porto mi atuendo y saco mis manos, mis pies y mi rostro de calavera. Al verme finalmente se dan cuenta de que son todos iguales: debajo de su piel y ropa, esconden huesos blancos como los míos y no hay disfraz de por vida. A cada color de mi sayal le dan un sentido simbólico. Está bien, siempre y cuando le nazca a la gente.

–Las malas lenguas dicen que su culto sólo es de pobres, presos, “nacos” y “prostis”.

–Ay, mi chavo, nomás le ponen etiquetas a las personas. Los excluidos me buscan. Los barrios son cultura que no sólo está en los libros. También hay mucha pobreza, así que donde falta todo, queda la pura fe y, mientras más santos haya, mejor. Dicen que soy celosa y no es cierto, mis altares reciben a todo santo y todo fiel: hay lugar, y más para los débiles.

–¿Y en la cárcel?

–Allí me tienen mucho cariño, claro, ¿y qué? Me preocupo por lo que pasa adentro ¿y ustedes? Toditos podemos ser pobres, presos, nacos o, como dijiste, prostis. No juzguen, yo soy quien maneja balanza y guadaña.

–Otros dicen que es la Santa de los narcos y de la Mara Salvatrucha.

–Órale, pero ¿hicieron un conteo de cuántos presuntos narcos y mareros se tatúan a la Virgen o a San Juditas, o solamente se fijan en mí? No niego cierta afición, sí soy carismática, pero no soy narcosanta como dice la prensa amarillista. Escriben que soy satánica y mala, que exijo sacrificios y bobadas así. No me conocen, pero ahora, ¿quién pondría eso en un periódico serio?

–¿Ha probado alguna droga?

–¿Por qué crees que estoy tan flaquita? No, es broma. Todo probé en la vida, bueno, en la muerte. Muchos me piden sacarlos del vicio y con gusto los apoyo.

–¿Tiene novio o galán?

–Ándale, ¿te lanzas? Mi veneranda edad me enseñó a ser discreta. Sé de unos que sueñan conmigo en la noche, pero estoy bien sola: trabajando, emancipada y ocupada.

–¿Usted le entra a la santería y al vudú?

–La santería es una tradición cubana y el vudú llega de Nigeria a Haití. Son religiones que trajeron los africanos yoruba a América. En mi culto hay algo de sus usanzas. Por ejemplo, la práctica del pureo, en que se depura mi imagen echándole humo, o las ofrendas de licores tropicales como ron y tequila. Algunos me identifican con la orisha Yemayá, dueña del mar y madre de los dioses. Me cae que sí hay rituales que me utilizan para la magia, la brujería y las limpias. Las tiendas esotéricas venden todo producto y servicio, aunque siento que me están explotando para cosas que tampoco son lo mío, la verdad.

–¿Cuáles son sus orígenes, Santísima?

–¡Uh! Pues, niño, te cuento que mi imagen tiene mil años, es un mix de iconografías judeocristianas y grecorromanas. ¡Qué cosas! Como me ves ahorita, aquí a tu lado, es como me pintaron en el medioevo y en el barroco en Italia, España y demás. Bailaba en esos lienzos de las danzas macabras dentro de iglesias y osarios. Presidía esqueléticamente las procesiones del Viernes Santo sobre las carretas de la muerte. Chulada.

–¿Le gusta lo barroco?

–¿A mí? Me gusta lo extrovertido y, no lo digas a nadie, también la Vida, sin bronca. Mi función era recordarles que un día morirían, el famoso memento mori. Amo el espíritu y la estética de la tierra mexicana, algo barroca y musical. El Día de Muertos, ese “patrimonio de la humanidad” católico-mestizo de México, es bonito, pero es una muerte domesticada. Lo mío es popular y más libre, por lo que me hostigan. Cuando los de siempre y las jerarquías ya no controlan a todas las almas, tiemblan.

–¿La Enfermedad es su amiga?

–Sí, pero no super cuata. Antes nos llevábamos, cuando acompañaba mi labor segadora de muchedumbres. Ahora anda floja y los doctores la hacen tonta con tachitas y palabritas. Me cae que ya no jala.

–¿Qué pasó cuando llegó a México?

–Los españoles trajeron la cruz y la espada. Las cofradías de la Buena Muerte vendían a los ricos un rápido ascenso al paraíso mientras que los pobres iban a las fosas comunes. Mi silueta con hoz espantaba a los nativos. Sin embargo, el juego no duró tanto y en el siglo XVII ya usaban mi efigie a su gusto. La Inquisición ordenó perseguirme como una idolatría practicada por “indios”, quienes me llamaban ya “Santa Muerte.” En Chiapas me decían San Pascual Bailón y allí me salvé.

–¿Cómo se conservó por tanto tiempo?

–No uso maquillaje, ves. Mi culto se mantuvo gracias a las abuelitas y las guardianas, matronas, como yo, del México profundo. Las familias me salvaron de las persecuciones sin pensar en el lucro. Mis imágenes coloniales rescatadas son la de San Bernardo en Tepatepec, Hidalgo; la del Museo de Yanhuitlán, Oaxaca, y la de La Noria, Zacatecas. También en Tepito el culto es antiguo. Hace diez años el altar de Alfarería fue el primero en ponerse en la calle y es el más concurrido. Hay al menos mil 500 altares en el DF y más en la República.

–¿Qué pasa en Tepito?

–Nada. En BarrioDeTepito.Com, un sabio cronista comenta que “los chilangos temen Tepito y no se dan cuenta de que ya México se ha convertido en el Tepito del mundo”. Además, México y Tepito tienen las vocales emparedadas, ¿curioso, no? En Tepis, junto a la Guadalupe, soy la Señora del barrio, pero como que se me quiere más.

–¿Hubo intentos de explotarla?

–Sí, pero no me gusta que la fe se patente y sea una SA de CV. El padre David Romo tuvo presencia en los medios, mismos que crearon a un falso líder del culto, mientras que él es fundador de una Iglesia Tradicional que perdió su registro y no me domina a mí. Tiene un santuario en la Morelos, pero cambió mi figura huesuda con la de un Ángel encarnado. En el Estado de México, Jonathan Legaria, el comandante Pantera, era todavía muy chavo cuando, en 2008, lo acribillaron en Tultitlán. Quedó una estatua mía de veintidós metros, pero nunca supe bien qué negocios armaban.

–¿Es vengativa? ¿Si no le cumplen, usted castiga?

–No, ¿cómo crees? Cuando uno se sugestiona, cree que algo malo va a pasar y se aplica la ley de Murphy. Si temen que los voy a castigar, algún castigo ocurre solito.

–¿Hay manera de “arreglarse” con usted para un tiempo extra?

–No amigo, ¿qué pasó? ¿Mordidas? No busco plata. Si me rezas, como intercesora con el cielo, puedo recomendarte en la delegación divina, pero Él decide, ni tú, ni yo.

–¿Qué le piden?

–El regreso del marido, el amor de la galana, ayuda con deudas y juicios difíciles, protección del peligro, darle un chance al adicto y al preso pa’ que salgan de su jaula. Paros. Dinero. Éxito en el gabacho. No soy más poderosa que la Virgencita, pero sí más cabrona.

–Para eso, ¿no está San Judas Tadeo?

–Es amigo, trabaja casi lo mismo, pero se quedó con la Institución. Lo promueve la Iglesia y le ganó a san Hipólito, quien fue impuesto como patrono en 1528. Es bueno, pero sigue siendo un cuate cooptado. Yo no me dejo.

–Usted se ha vuelto toda una estrella. La invocan como “querido ser de luz”. ¿No es una contradicción? Sin ofensa, dicen que usted resume los valores negativos de la sociedad.

–No soy un chivo expiatorio de sus problemas. Vengo a recordarles su destino pa’ que vivan bien sin desear el mal a su vecino. Protejo a los que nadie cuida. Alumbro el camino y su fin: pasos y metas, un “nos vemos” y un “adiós”. Cada noche ensayan el sueño mayor, ya están listos. Adiós.

–Muchas gracias, nos vemos.

Mientras se aleja, la Patrona me indica un cartel: “Hoy estás en los brazos de la vida, pero mañana estarás en los míos. Así que vive tu vida. Te espero. Atte. La Muerte.”

fonte: http://www.jornada.unam.mx/2011/05/08/sem-fabrizio.html
contacto: http://lamericalatina.net

domingo, 31 de julho de 2011

Minhas reverências.


ESTAMIRA, PRESENTE!
Curitiba - 28/07/11

Ontem a tarde (27 de julho de 2011) Estamira Gomes de Souza, mulher negra da classe trabalhadora, catadora de lixo no Aterro do Gramacho (Rio de Janeiro) nasceu ao contrário. Tinha 72 anos e morreu cansada, mal cuidada e principalmente: não ouvida (paradoxalmente tão escutada no mundo inteiro). A protagonista do filme que leva seu nome, dirigido por Marcos Prado e lançado em 2004 agonizou por horas no Hospital Miguel Couto, na Gávea, desassistida pelo SUS e incapaz – como a imensa maioria dos trabalhadores – de comprar sua assistência em um hospital particular.
Os trocadilos apontam que a razão de sua morte se chama 'septicemia', uma infecção generalizada. Poderiam dizer que por ter transtornos mentais, Estamira deveria ter sido assistida em um asilo, ou um hospital/hospício psiquiátrico para que de lá não saísse e morresse em paz, longe do lixo, das moscas, longe da família, longe daquele mar que lhe era tão importante. Do outro lado, os que acreditam cegamente nos governos, acreditam que a construção da rede de atenção psicossocial substitutiva à lógica manicomial está consolidada, amplificada e atuante. Não desconsideramos os avanços da instalação da rede, determinada pela lei 10216/2001. Mas, como Estamira nos alertou: existe esperteza ao contrário, não inocência.
De toda forma, Estamira passou sua vida em pé, trabalhando, replicando sua existência dentro dum lixão, desatenta aos levantes manicomiais de empresários-da-saúde-mental que discorrem trocadilos sobre técnicas arcaicas repaginadas, assistência integral, novos medicamentos, cuspindo cifras.. Alheia aos professores de Psicologia que passam o filme nas aulas e todos saem das salas com mal estar, surpresos, com pena. No ano que vem, uma nova turma assistirá sua história. Tudo bem: esta arte nos permite a distância, a contemplação, o não envolver-se e o não implicar-se.
Escutamos Estamira e observamos mais uma que sofre numa massa de trabalhadores negros, homens e mulheres que apodrecem todos os dias. Estamira é apenas mais uma entre os milhares de loucos da classe trabalhadora que já não valem mais nada ao sistema do capital e que por isto – e só por isto – são jogados no lixo para se confundirem ao inútil e ao descuido nos aterros e favelas do país.
O cinismo deste sistema traveste seu discurso delirante, denunciativo, agressivo e violento em “poesia”, “uma forma atípica de expressão”, “obra de arte”. Esta forma de arte não nos importa. Não queremos lembrar de Estamira apenas quando seu filme recebe mais um prêmio internacional. Acreditamos que não basta lamentar sua morte em cento e quarenta caracteres, num pio. Reivindicamos a vida e obra produzida ao longo dos dias de vida de Estamira. Com todos os seus direitos humanos negados, todos os serviços de saúde de má qualidade, sua péssima condição de moradia, seu trabalho precarizado, a educação negada. Seus e de todos os trabalhadores.
Não nos interessa a mera constatação de que algo vai errado. Interessa a luta pela efetividade da atenção à saúde mental no Brasil. Interessa a consolidação de equipes multidisplinares, a efetivação da Reforma Psiquiátrica, a redução de danos, a porta aberta nos equipamentos, a defesa intransigente de uma vida digna e sem desigualdade social para todos os trabalhadores. Lutando, honramos Estamira e todos os seus irmãos e companheiros desconhecidos, que nunca estrelarão um filme mas que também querem visitar o mar.

Estamira! Mulher negra, resistente, trabalhadora!
Presente!

César Fernandes, psicólogo militante da luta contra os manicômios e pela construção do socialismo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Somos más americanos

YA ME GRITARON MIL VECES QUE ME REGRESE
A MI TIERRA POR QUE AQUI NO QUEPO YO,
QUIERO RECORDARLE AL GRINGO YO NO
CRUCE LA FRONTERA LA FRONTERA ME CRUZO.

AMERICA NACIO LIBRE EL HOMBRE LA DIVIDIO

ELLOS PINTARON LA RAYA PARA QUE YO LA
BRINCARA Y ME LLAMAN INVASOR.
ES UN ERROR BIEN MARCADO NOS QUITARON
OCHO ESTADOS QUIEN ES AQUI EL INVASOR.

SOY EXTRANJERO EN MI TIERRA Y NO VENGO
A DARLES GUERRA SOY HOMBRE TRABAJADOR.

(hablando)
NOS COMPRARON SIN DINERO LAS AGUAS DEL RIO
BRAVO Y NOS QUITARON A TEXAS, NUEVO MEXICO, ARIZONA
Y COLORADO TAMBIEN VOLO CALIFORNIA Y NEVADA CON
OIWTA NO SE LLENARON EL ESTADO DE WAYOMI TAMBIEN
NOS LO ARREBATARON YO SOY LA SANGRE DEL INDIO SOY
LATINO SOY MESTIZO SOMOS DE TODOS COLORES Y DE
TODOS LOS OFICIOS Y SI CONTAMOS LOS SIGLOS AUNQUE
LE DUELA AL VECINO SOMOS MAS AMERICANOS QUE
TODITITOS LOS GRINGOS.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A respeito do diferente ou algo sobre a necessidade de ver o mundo como uma pràtica do extraordinàrio.

Na verdade tinha pensado que o tìtulo desse post deveria ser "As coisas que ainda nao pude entender no México, mas que vou aprender". Falar de cada uma dessas coisas aos poucos, exatamente porque de tempos em tempos me fazem aqui a seguinte pergunta: "o que é que mais te chocou desde que voce chegou?" Essa pergunta pode parecer simples, mas só se a gente se manter em sua superficialidade e objetividade. O que me interessa agora é na verdade pensar porque algumas coisas nos causam tanto estranhamento, e conseguentemente desconforto. Em nosso cotidiano nem sempre nos damos conta disso exatamente porque passamos a considerar tudo que nos cerca como sendo familiar e sem maiores conflitos. Porém até onde podemos olhar aquilo que nos cerca como sendo trivial, apenas banal e totalmente conhecido? Quando saimos de nossas certezas e da seguranca do mundo conhecido é extremamente evidente que quase nao existem momentos banais. Tudo é outra coisa, tudo é diferente do imaginamos. Talvez sofremos porque queremos que essas mesmas coisas continuem sendo o que um dia foram, mesmo quando falamos nao querer mais tal coisa ou tal comportamento. Na psicologia o conceito de repeticao - apesar das diferentes interpretacoes - remete ao retorno do mesmo, a constancia de uma atitude tal qual. A mesmice torna-se um tipo de càrcere e è por isso que nao è suficiente saber que repetimos. Conhecer è apenas o primeiro passo. Fundamental desconstruir o lugar que garante a manutencao do mesmo. A coisa è mais estrutural do que simplesmente de uma "vontade", quero dizer que nao se repete apenas porque nao hà desejo de mudanca (claro que pode existir!), mas tambem porque nao se conhece outro modo de funcionamento. È certo que as questoes do desejo tambem merecem atencao, mas exatamente nessa relacao que nos colocamos em condicoes extremamente confusas. Enfim, a mesmice... Mesmo nos dias em que achamos tudo lindo e maravilhoso, basta uma pequena alteracao no cardápio pra fazer cara de nojo e insatisfacao, basta um ruído um pouco mais alto pra perder a paciencia, uma demora na fila, um ciùmes exagerado, a pessoa seguinte que faz as mesmas coisas que a anterior com quem estivemos e por aí vai. Por isso tenho feito esse exercício: deixar provar ou acontecer aquilo que me parece ser bem pouco provavel. Meus próximos passos totalmente influenciado por minha vida no México e por seus "usos y costumbres", e tentando responder o que mais me provoca por aqui, sao:

1-Comer melância com chilli.
2-Comer manga com chilli.
3-Comer coco verde com limao e chilli.
4-Na verdade aprender a comer qualquer fruta com limao e pimenta.
5-Num dia de calor usar blusa de manga comprida.
6-Entrar no mar de roupa e fazer cara de quem esta aproveitando.
7-Escutar o caminhao do lixo buzinando as 7 horas da manha de domingo e nao ficar furioso.
8-Nao me levar tao a sèrio.
9-Seduzir mais a mim mesmo do que aos outros.
10-Comer mais chapulines e hormigas...

ps- por isso que esse título precisava contar algo sobre a diferenca ou simplesmente constar que na vida nao existem momentos banais. Corriqueiros e repetitivos talvez, mas banais?

sábado, 23 de julho de 2011

Coragem, hombre!

O masculino nao deve ficar se escondendo atrás das mulheres. O masculino deve ficar AO LADO do feminino. Dê um passo à frente.
Patricia Sampaio